Guinga

Porto da Madama

Lançado em 2015 pelo Selo Sesc (CB 7898444701095)

FAIXAS DO DISCO:

  1. Cine Baronesa
    (Guinga/Aldir Blanc)   
  2. Ligia
    (Antonio Carlos Jobim)
  3. Boa Noite, Amor
    (José Maria de Abreu/Francisco Matoso)
  4. Se Queres Saber
    (Peterpan)
  5. Passarinhadeira
    (Guinga/Paulo Cesar Pinheiro)
  6. Caprichos do Destino
    (Pedro Caetano/Claudionor Cruz)
  7. Ilusão Real
    (Guinga/Zé Miguel Wisnik)
  8. Contenda
    (Guinga/Thiago Amud)   
  9. Noturna
    (Guinga/Paulo Cesar Pinheiro)
  10. Porto da Madama
    (Guinga)
  11. Canção da Noiva
    (Dorival Caymmi)   
  12. Serenata do Adeus
    (Vinicius de Moraes)
  13. Dúvida
    (Luiz Gonzaga/Domingos Ramos)

 

¶PARA OUVIR (mp3)

 



Read more...

Mar Afora

Lançado em 2015 pela Acoustic Music

FAIXAS DO DISCO:

  1. Simples e Absurdo
    (Guinga/Aldir Blanc)
  2. Sete Estrelas
    (Guinga/Aldir Blanc)
  3. Canibaile
    (Guinga/Aldir Blanc)
  4. Via Crúcis
    (Guinga/Edu Kneip)
  5. O Coco do Coco
    (Guinga/Aldir Blanc)
  6. Canção do Lobisomem
    (Guinga/Aldir Blanc)
  7. Catavento e Girassol
    (Guinga/Aldir Blanc)
  8. Contenda
    (Guinga/Thiago Amud)
  9. Passarinhadeira
    (Guinga/Paulo Cesar Pinheiro)
  10. Chá de Panela
    (Guinga/Aldir Blanc)
  11. Pra Quem Quiser Me Visitar
    (Guinga/Aldir Blanc)
  12. Senhorinha
    (Guinga/Paulo Cesar Pinheiro)
  13. Sací
    (Guinga/Paulo Cesar Pinheiro)
  14. Vô Alfredo
    (Guinga/Aldir Blanc)

 

¶PARA OUVIR (mp3)

 



Read more...

A Música Brasileira deste Século por seus Autores e Intérpretes

Lançado em 2002 pela Sesc SP

FAIXAS DO DISCO:

  1. Choro pro Zé (Guinga/Aldir Blanc)
    instrumental
  2. Prece à Lua (Bide/Marçal)
    Guinga, Mestre Marçal & Dino 7 Cordas
  3. Mané Fogueteiro (João de Barro)
    Guinga
  4. Baião de Lacan (Guinga/Aldir Blanc)
    instrumental
  5. Canibaile (Guinga/Aldir Blanc)
    Leila Pinheiro
  6. Noturna (Guinga/Paulo Cesar Pinheiro)
    Leila Pinheiro
  7. Catavento e Girassol (Guinga/Aldir Blanc)
    Leila Pinheiro
  8. Coco do Coco (Guinga/Aldir Blanc)
    Leila Pinheiro

 

¶PARA OUVIR (mp3) E ACOMPANHAR (lyric) - em breve -

 

Recorded in 1997 for the TV program Ensaio

 



Read more...

Rasgando Seda

Lançado em 2012 pela Sesc SP

FAIXAS DO DISCO:

  1. Nem Mais um Pio (Guinga/Sergio Natureza)
  2. Dá o Pé, Loro (Guinga)
  3. Ellingtoniana (Guinga)
  4. Nítido e Obscuro (Guinga/Aldir Blanc)
  5. Exasperada (Guinga/Aldir Blanc)
  6. Rasgando Seda (Guinga/Simone Guimarães)
  7. O Côco do Côco (Guinga/Aldir Blanc)
  8. Valsa de Aniversário (Guinga)
  9. Destino Bocayuva (Guinga/Aldir Blanc)
  10. Vô Alfredo (Guinga/Aldir Blanc)
  11. Passarinhadeira (Guinga/Paulo Cesar Pinheiro)
  12. Porto da Madame (Guinga)

 

¶PARA OUVIR (mp3)

 



Read more...

Dialetto Carioca

Lançado em 2007 pela Egea/Dunya (DNYA 131)

FAIXAS DO DISCO:

  1. Di Menor (Guinga/Celso Viáfora)
  2. Garoa e Maresia (Guinga)
  3. Dá o Pé, Loro (Guinga)
  4. Senhorinha (Guinga/Paulo Cesar Pinheiro)
  5. O Côco do Côco (Guinga/Aldir Blanc)
  6. Orassamba (Guinga/Aldir Blanc)
  7. Dichavado (Guinga)
  8. Mingus Samba (Guinga/Aldir Blanc)
  9. Igreja da Penha (Guinga/Aldir Blanc)
  10. Sete Estrelas (Guinga/Aldir Blanc)
  11. Comendador Albuquerque (Guinga)
  12. Jongo de Compadre (Guinga/Aldir Blanc/Simone Guimarães)
  13. Chorado (Guinga/Aldir Blanc)

 

¶PARA OUVIR (mp3)

 



Read more...

Francis e Guinga

Lançado em 2013 pela Biscoito Fino (BF240-2)

FAIXAS DO DISCO:

  1. A Ver Navios (Guinga/Francis Hime/Olivia Hime)
  2. Cambono (Guinga/Thiago Amud) | Anoiteceu (Francis Hime/Vinicius de Moraes)
  3. Nem Mais um Pio (Guinga/Sergio Natureza) | Passaredo (Francis Hime/Chico Buarque)
  4. A Noiva da Cidade (Francis Hime/Chico Buarque) |Senhorinha (Guinga/Paulo Cesar Pinheiro)
  5. Saudade de Amar (Francis Hime/Vinicius de Moraes)
  6. Mar de Maracanã (Guinga /Edu Kneip)
  7. Saci (Guinga/Paulo Cesar Pinheiro) | Parintintin (Francis Hime/Olivia Hime)
  8. Porto de Araujo (Guinga/Paulo Cesar Pinheiro) |Desacalanto (Francis Hime/Olivia Hime)
  9. Noturna (Guinga/Paulo Cesar Pinheiro) | Minha (Francis Hime/Ruy Guerra)
  10. Doentia (Guinga/Francis Hime/Thiago Amud)

 

¶PARA OUVIR (mp3)

 



Read more...

Roendopinho

Lançado em 2014 pela Acoustic Music Records (LC 07103)

FAIXAS DO DISCO:

  1. Pucciniana (Guinga)
  2. Choro Breve No. 1 (Guinga)
  3. Roendopinho (Guinga)
  4. Anjo de Candura (Guinga)
  5. Picotado (Guinga)
  6. Igreja da Penha (Guinga)
  7. Cheio de Dedos (Guinga)
  8. Di Maior (Guinga)
  9. Constance No. 2 (Guinga)
  10. Unha e Carne (Guinga)
  11. Sargento Escobar (Guinga)
  12. Funeral de Billie Holiday (Guinga)
  13. Cambono (Guinga/Thiago Amud)
  14. Lendas Brasileiras (Guinga/Aldir Blanc)
  15. Ellingtoniana (Guinga)

 

¶PARA OUVIR (mp3)

 

Recorded 7–9 April 2014 at Acoustic Music studio in Osnabrück, Germany.

Read more...

Saudade do Cordão

Lançado em 2009 pela Biscoito Fino (BF 888) - CD e DVD

FAIXAS DO DISCO:

  1. Por Trás de Brás de Pina (Guinga/Mauro Aguiar)
  2. Di Menor (Guinga/Celso Viáfora)
  3. Sete Estrelas (Guinga/Aldir Blanc)
  4. Nem Cais Nem Barco (Guinga/Aldir Blanc)
  5. Cine Baronesa (Guinga/Aldir Blanc)
  6. Capital (Guinga/Simone Guimarães)
  7. Senhorinha (Guinga/Paulo Cesar Pinheiro)
  8. Destino Bocayuva (Guinga/Aldir Blanc)
  9. Constance (Guinga)
  10. O Côco do Côco (Guinga/Aldir Blanc)
  11. Porto da Madama (Guinga)
  12. Cheio de Dedos (Guinga)
  13. Saci (Guinga/Paulo Cesar Pinheiro)
  14. Saudade do Cordão (Guinga/Pedro Carneiro)

 

¶PARA OUVIR (mp3) E ACOMPANHAR (lyric) - em breve -

 

 Guinga & Paulo Sérgio Santos (clarinet)
CD and DVD

Read more...

Casa de Villa

Lançado em 2007 pela Biscoito Fino (BF 679).

FAIXAS DO DISCO:

  1. Mar de Maracanã (Guinga/Edu Kneip)
  2. Porto de Araújo (Guinga/Paulo Cesar Pinheiro)
  3. Villalobiana (Guinga)
  4. Capital (Guinga/Simone Guimarães)
  5. Via-Crúcis (Guinga/Edu Kneip)
  6. Bigshot (Guinga)
  7. Maviosa (Guinga)
  8. Tudo Fora de Lugar (Guinga/Aldir Blanc)
  9. Jongo de Compadre (Guinga/Aldir Blanc/Simone Guimarães)
  10. Casa de Villa (Guinga/Mauro Aguiar)
  11. Contenda (Guinga/Thiago Amud)
  12. Comendador Albuquerque (Guinga)

 

¶PARA OUVIR (mp3)

 

OUTROS TEXTOS DO ENCARTE DO DISCO:

Ficha Técnica

Produtor Musical: Marcus Tardelli
Artista: Guinga
Músicos: Marcus Tardelli, Lula Galvão, Paulo Aragão, Jorge Helder, Paulo Sérgio Santos, Carlos Malta, Andréa Ernest Dias, Cristiano Alves, Jessé Sadoc, Jota Moraes, Eliezer, Philip Doyle, João Areias, Popô, Wellington, Erivelton, Bolão, Bernardo, Durval.
Mixado por: Gabriel Pinheiro
Estúdio de Masterização: Visom
Engenheiro de Masterização: Tornaghi
Engenheiro: Gabriel Pinheiro
Assistente: Fernando Prado

REALIZAÇÃO BISCOITO FINO

Direção geral - Kati Almeida Braga
Direção artística - Olivia Hime
Gerência de Produção - Joana Hime
Assistente de Produção - Isabel Zagury

 

  • Texto de Mario Marques publicado no site da Biscoito Fino

Canções e Cantor

Em seu primeiro disco pela Biscoito Fino, Guinga assume-se cantor e estréia como letrista.

Em 1991, Carlos Althier de Souza Lemos Escobar, o Guinga, foi catapultado a fina flor da MPB. Ivan Lins, Vitor Martins e o saudoso produtor Paulinho Albuquerque (morto em 2006, de enfarto) decidiram montar a gravadora Velas apenas para lançar "Simples e absurdo", disco com canções represadas há mais de uma década, parcerias do violonista, então desconhecido, com Aldir Blanc e Paulo César Pinheiro. O CD trazia muitos convidados, intérpretes que abraçaram a causa do supermúsico tímido e talentoso. Mas foi no álbum seguinte, "Delírio carioca" (1993), que Guinga pôs realmente seu boteco para funcionar: assumiu o microfone, deslizou a voz densa entre o breu e a impostação erudita e criou um clássico – é bem verdade que ainda será descoberto – e revalorizado em capítulos futuros da música brasileira. Pois "Casa de Villa" (que remete às residências do subúrbio e também a Villa-Lobos) é sucessor direto de "Delírio carioca". E o melhor trabalho de sua carreira.

O primeiro disco de Guinga pela gravadora Biscoito Fino é produzido por Marcus Tardelli. Violonista e arranjador, ex-integrante do grupo Maogani, em 2005 fez releituras de canções do artista, lançadas em "Unha e carne", sua estréia solo. Ganhou um amigo e a oportunidade de estar mais perto dele.

Aqui está o Guinga dividido entre dois opostos que se cruzaram em poucos momentos: canção e cantor. Década de 90 adentro e em parte dos anos 2000, ele era um compositor de canções, mas também um artista de rótulo instrumental, com pouca vontade de amplificar as rebuscadas e delirantes letras que lhe presenteavam. As melodias e harmonias saíam com a categoria de uma falta certeira de Roberto Dinamite, ídolo de seu eterno Vasco. Mas a voz...descansava em berço esplêndido, contida, escondida, à espera de um pedido insistente, como o de Djavan, que um dia fez um apelo num jornal: "Guinga, faça as letras e cante suas canções!".

Djavan foi atendido. Em "Casa de Villa", Guinga canta oito das 12 músicas e, num ato de bravura para quem renegava sua literatura vasta, estréia como letrista. São dele os versos de "Maviosa", que descreve imagens da Rodovia Washington Luiz, atravessando a suburbana Duque de Caxias ("O fogo da refinaria é Boitatá/o lixo de Gramacho/o luxo mora embaixo/macho e fêmea Urubu-Bumbá"), mas também pinça o imaginário de todos os bairros e municípios da periferia por que passou na vida.

Os violões são soberanos: tomam conta do corredor instrumental construído para o disco. Em álbuns como "Suíte Leopoldina" (1999), as cordas eram o feijão do arroz de Guinga. Em "Casa de Villa", despe-se dessa erudição. Ela é apresentada no esqueleto, sem maquiagem, próxima da criação, é palanque vazio para modulações deliciosas. Choros, valsas, sambas, peças quase clássicas, instrumentais que misturam tudo aparecem nos 50m29s com poucos adereços.

Como em "Mar de Maracanã" (com Edu Kneip), que, costurada por flautas e clarinetes e recortada em solo de guitarra jazzística de Lula Galvão, trata o bairro do maior estádio do mundo como uma ilha paradisíaca. "Via crucis", outra com Kneip, é dividida com a cantora mineira Paula Santoro e traz à luz logo uma comparação com "Passarinhadeira" (de "Delírio carioca"), levada aos limites interpretativos por Fátima Guedes. Termina aqui quase como uma ária.

É a exceção. A respiração que domina o disco é mesmo a de Guinga. É ele quem carrega as melodias para cima e para baixo, que ordena o ritmo, que comanda o boteco. É ele quem diz como deve cantar e de que forma deve soar. Muito por causa disso, parece se reapropriar de sua alma, isso transparece com uma sinceridade perturbadora.

Ao fechar as portas de sua "Casa da Villa", Guinga convida outra alma, a de Paulinho Albuquerque, que brilha na homenagem "Comendador Albuquerque". A valsa instrumental tristíssima que encerra o disco é uma espécie de tributo ao produtor que dedicou 15 anos de sua vida a contar ao mundo quem era Guinga. A luta de Albuquerque não foi em vão. Resta agora que o mundo saiba que, por cima das mais belas canções já escritas no Brasil, paira também uma bela voz. A voz de um grande artista.

 

  • Texto de Francis Hime publicado no site da Biscoito Fino (voltar)

Dias atrás, ouvi este novo disco de Guinga, que tanto me emocionou, e por isso mesmo deixei-o ali de lado - quietinho - por algum tempo, até me refazer um pouco...

Fico me lamentando por não encontrar palavras que digam um pouco do que sinto ao ouvir estas canções extraordinárias. Me dá até vontade de correr pro piano e compor uma nova canção.
Diga-se de passagem foi, aliás, o que fiz logo que ouvi “Mar de Maracanã”.

Por outro lado, como músico, sinto-me um privilegiado por poder acompanhar e me deliciar com a linguagem, com os caminhos inesperados da música de Guinga. Esta sua originalidade, estes dribles desconcertantes que ele realiza na arquitetura de suas canções, me fazem pensar em Garrincha (que não era vascaíno, como Guinga e eu somos) mas que tinha na imprevisibilidade talvez a sua característica mais marcante. É isso: o Guinga parece que vai para um lado, depois aponta para o outro, e depois para outro mais e mais e mais !!!

Quando comecei a escrever estas linhas pensava em fazer alguns comentários musicais específicos sobre este “Casa de Villa”, falar da beleza de canções como “Porto de Araújo”, “Villalobiana”, “Mar de Maracanã”, “Via-Crúcis”, todas elas, enfim - não dá pra esquecer nenhuma: dos arranjos primorosos (salve Lula, Malta, Jessé, Paulo Aragão, Paulo Sérgio e Tardelli ! ), dos músicos maravilhosos, do violão de Guinga - que é uma verdadeira orquestra, da brilhante produção de Tardelli (outro que também faz do seu violão, uma orquestra ), da voz emocionada de Guinga.

Mas, como escrevi linhas acima, continuo sem encontrar as palavras. De modo que acho que vou de novo correndo pro piano para fazer uma nova canção.

Obrigado, Guinga, o Brasil te agradece o presente. Ps. E que venha o próximo "biscoito” bem rapidinho.

Read more...

Graffiando Vento

Lançado em 2004 pela Ejea / Itália (SCA 107).

Graffiando Vento

FAIXAS DO DISCO:

  1. Choro pro Zé (Guinga/Aldir Blanc)
  2. Picotado (Guinga)
  3. Valsa pra Leila (Guinga/Aldir Blanc)
  4. Vô Alfredo (Guinga/Aldir Blanc)
  5. Rasgando Seda (Guinga/Simone Guimarães)
  6. Baião de Lacan (Guinga/Aldir Blanc)
  7. Exasperada (Guinga/Aldir Blanc)
  8. Por Trás de Brás de Pina (Guinga)
  9. Cine Baronesa (Guinga/Aldir Blanc)
  10. Canibaile (Guinga/Aldir Blanc)
  11. Constance (Guinga)
  12. Par Constante (Guinga)

 

¶PARA OUVIR (mp3)

 

OUTROS TEXTOS DO ENCARTE DO DISCO:

Gabriele Mirabassi (clarinet) & Guinga
Recorded in Perugia between 29 September and 1 October, 2003.

 

  • Texto de Gabrielle Mirabassi publicado no encarte do disco "Graffiando Vento" (trad. Selma Hernandes)

    A minha relação com a música brasileira começou com uma paixão juvenil por Egberto Gismonti, que me tocou particularmente através da sua música caracterizada pela ausência de ruptura entre o registro popular e o culto (até porque essa é a peculiaridade da cultura sul-americana da segunda metade do século, basta pensar em Garcia Marquez, Amado e Galeano).
    Naquela época estava literalmente imerso na cena da música contemporânea culta européia e cruzar aquela via tropical com a música de câmara e com a complexidade estrutural da nova música, representou para mim um verdadeiro choque.
    Neste contexto vivi o primeiro trabalho que fiz com um brasileiro, o disco "Velho Retrato" em duo com o grande violonista clássico (mas contemporaneamente brasileiríssimo) Sergio Assad. Além disso, foi através desse trabalho que Guinga me conheceu e que eu definitivamente contraí a paixão pelo Brasil musical.
    Alguns anos depois, fiz uma releitura do choro de Pixinguinha, que eu havia descoberto através de Assad, em um disco chamado "Um a zero". Com Guinga, essa trajetória alcançou a sua meta. Falando com ele, tive a confirmação de que aquele continente musical se baseia precisamente nesse pressuposto.
    Guinga atribui a definição de uma poética musical especificamente brasileira à obra de três autores: Villa-Lobos, Pixinguinha e Jobim. Eis que as categorias culto/popular desaparecem e se fundem no adjetivo "brasileiro".
    E esta é também a chave verdadeira (na minha modesta opinião) para a compreensão da música do Mestre Guinga.

 

  • Texto de Leila Pinheiro publicado no encarte do disco "Graffiando Vento"

    Quando dois gênios se encontram pra tocar, a gente apura os ouvidos, e escancara a alma para ouvi-los. Este disco é uma maravilha! Eu nunca tinha ouvido Gabriele tocar e fiquei sem ar ao ouvi-lo aqui, ainda mais tocando as músicas do Guinga! Não vejo a hora de encontrá-lo e cantar com ele tocando. Parabéns, Gabriele e Guinga!

 

  • Texto de Aldir Blanc publicado no encarte do disco "Graffiando Vento" (voltar)

    Fico muito feliz de ter sido convocado pelo Guinga, em 2004, para dizer algumas breves palavras - se elas não fossem breves, eu não seria letrista. Escrevi, em 1998, que Guinga era o sucessor, legitimamente popular, de Heitor Villa-Lobos. Parte da atenta crítica brasileira levou quinze anos para concordar comigo. O disco "Graffiando Vento", com solos de Gabriele Mirabassi, num desses raros momentos em que a gente pode acreditar em compreensão cultural, reforça meu argumento primeiro.

 

  • Texto de João Bosco publicado no encarte do disco "Graffiando Vento" (voltar)

    A música que vem de Guinga é uma das belezas do Brasil, como são os detalhes em pedra, em mata, em areia e sal, em sereno, em mulher e cerveja, em azul e estrelas e em cidades de sol que compõem nossa paisagem.
    Um violão inconfundível por seu idioma poético falado, cantado e chorado em brasileiro. O compositor e o executante: ambos admiráveis. Os movimentos que surgem nesse CD nos remetem ao espaço onde somente o mágico entendimento compartilhado interessa.
    Esse oportuno e maravilhoso encontro de Guinga com o clarinetista italiano Mirabassi ordena uma audição ininterrupta desse CD, involuntária mesmo, como as batidas dos nossos corações.

Read more...
Subscribe to this RSS feed